Inventando, José
Pedro Oliveira, 10.11.25

Há uma história, uma série na Netflix, que recomendo, é inspirada em factos (já conhecia estes acontecimentos antes da série) que nos deixam a pensar:
Como foi possível?
Como foi possível enganar todos ao mesmo tempo?

Neste momento, em Portugal, estamos a ser alvos de uma narrativa semelhante, quando as fake news querem ser a história oficial.
Há semelhanças entre as duas histórias, os calotes em hotéis de luxo, no caso de José, 36.5 milhões de liras turcas, é obra, um setubalense que espeta um calote de 36.5 milhões a um hotel tem a minha admiração, tal como o Militão, outro génio do crime made in Portugal.

A Bola sintetiza muito bem o acontecido:
Parece bruxedo [de Nhaga].
Bem podem José e Rui choramingar, o árbitro marcou penalty, Trubin defendeu. O lance acabou ali, o penalty, supostamente, mal assinalado, acabou ali.
Que culpa têm o árbitro e o VAR que um defesa do Benfica no lance seguinte tenha efectuado um remate ao ângulo da própria baliza (uma excelente concretização, diga-se)?

Bem sabemos que os jogadores do Benfica estão autorizados a jogar a bola com o braço e a marcarem golos com a mão (Vata) mas nem sempre corre bem, há coisas que dão nas vistas, até o Duarte Gomes viu, nem sempre a batotice resulta, nem sempre a choraminguice resolve.
Vamos ver que castigos vão surgir após esta inacreditável pressão sobre a arbitragem.
Adenda:

Para os interessados na verdade desportiva neste lance o jogador do Vizela está de costas para a bola e vê (não vê, claro) a bola ressaltar das costas para o braço. Parece impossível mas foi assinalado penalty a favor do Benfica.
Comparar com o lance, de ontem, António Silva está a ver a bola e tem todo o tempo, do mundo, para afastar o braço, com volumetria exagerada, dali.
