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É Dia De Jogo

Saímos vivos

Avatar do autor Edmundo Gonçalves, 10.12.25

Com os melhores de fora, se já era uma tarefa difícil, tornou-se ainda mais complicado.

O jogo começou com a gente todos fechadinhos lá atrás e assim continuou durante todo o tempo da primeira parte, que terminou empatada a zero, muito por culpa de Rui Silva, que por três vezes se aplicou a fundo e conseguiu evitar o golo dos "boches".

Na segunda parte o inesperado aconteceu, marcámos um (auto)golo! E durante quinze minutos calámos a Arena.

O nosso "especialista" em arbitragem mais logo certamente postará sobre o assunto, mas quero aqui afirmar que fomos claramente prejudicados pelo senhor que ontem vestiu de azul, a saber: 

- No primeiro golo dos bávaros há um bloqueio de Kane a Maxi (os bloqueios são permitidos no basquete, não no futebol), que deixa o marcador do golo sozinho para marcar com toda a calma;

- No segundo há uma falta clara sobre Suárez no início da jogada.

Se já era difícil, com um árbitro a ajudar à festa, pior ficou. O terceiro aparece já a equipa estava descontrolada.

Acho que todos se bateram muito bem. Quase todos, diria, que há um tal de Biel, perdão Alisson, que deverá ter pensado que o relvado seria uma passerelle e se preocupou mais com a aparência do que em jogar à bola. Saiu tarde demais, ainda que o substituto tivesse que ser Ricardo Mangas, esse pelo menos esforça-se.

Não saímos minimamente beliscados do jogo, que era o que temia. Não fomos humilhados como alguns desejariam, o que foi óptimo e fica a sensação de que não fora aqueles dois erros do árbitro e mais uma pontinha de sorte e poderíamos ter pontuado em Munique.

Deveríamos ter jogado com onze, pelo menos na primeira parte, mas parece já ser hábito.

O nosso melhor: João Simões, que parece não contar para os jogos grandes internos. O nosso pior: Alisson. Todos os outros estiveram a um bom nível, Suárez poderia ter sido melhor no momento de rematar, mas... 

Venha o AVS, que esta é que é a nossa Liga dos Campeões.

Somos todos treinadores

Avatar do autor Edmundo Gonçalves, 14.11.25

O futebol é um desporto imprevisível, por isso tão espectacular.

No entanto é também uma ciência ao alcance de qualquer cábula.

Qualquer um dos visitantes deste blogue que leia este aglomerado de letras e tendo visto o jogo em Alvalade contra esta mesma Irlanda, saberia quem entraria no onze inicial ontem, em Dublin. Perante um autocarro com tractor, semi-reboque e atrelado, deveriam ter entrado peças rápidas, gajos com bom jogo pelas alas, assim tipo um Trincão, um Leão e por aí fora, mas não. O careca quando deveria ter metido os mais rápidos, meteu os mais lentos e os brinca na areia, tipo esse mesmo que estão a pensar, o rapaz Feliz, que foi só uma nulidade.

A primeira parte é para os apanhados, com a jogada do primeiro golo a revelar o que o nosso Pedro Oliveira aqui está farto de dizer, o sonso do GR da selecção é um frangueiro. Ofereceu o primeiro e deu um frangasso no segundo. Jogou com Ronaldo a ponta-de-lança, mas não houve um cruzamento digno desse nome, já que fomos enormemente eficazes no "para trás e para o lado". Colocar o Bernardo no direita é só estúpido, o rapaz naturalmente fletia para o meio, onde estavam acampados dez irlandeses, o Félix não se percebeu muito bem onde estaria posicionado, que não fez nada de jeito. Eu acho é que o careca fez mais um jeito...

Ao intervalo tirou Inácio. Não é que a gente não agradeça, que o rapaz ali até desaprende, mas tirou o único que estava a conseguir meter a bola onde ela devia ir ter. E meteu um gajo que nunca foi bom a defender e muito menos a atacar. Uma nulidade.

Contra uma equipe fisicamente possante, deixou Palhinha a coçar a micose no banco e deixou o Matheus Nunes, que poderia dar continuidade ao jogo de Inácio, a mais uma vez questionar-se porque raio se lembrou de querer alinhar por Portugal.

Mais uma vez se percebe que o Nuno Mendes tem tapado muita da incompetência deste treinador, um todo-o-terreno que vai tapando os equívocos de que Martinez vai sendo protagonista. E se percebe também que o patinho feio Bruno Fernandes afinal faz lá muita falta, que não é com o João Neves ou com o Félix que a coisa pula e avança.

A seguir vem a Arménia. Se trouxer uma frota semelhante à dos irlandeses, "sei não"...

Como diz o José da Xã, se calhar era o melhor.

 

Animem-se com a voz de um arménio, este sim, de classe mundial.

 

Frangsilva

Avatar do autor Edmundo Gonçalves, 02.10.25

Poderia também ser Franguinácio, que esta noite esteve nos dois golos do adversário, o Nápoles, mas a forma desastrosa como o nosso redes abordou o lance do segundo golo, só tem comparação com o frango que deu na Supertaça. Talvez se houvesse lá alguém que o ensinasse a sair da baliza, mas esse é mal que me parece já não ter remédio.

E bem visto o jogo, o campeão de Itália esteve perfeitamente ao alcance, não fora a nossa caixa de velocidades ter-se avariado e só mesmo no finalzinho do jogo termos conseguido meter a segunda velocidade. Pena também o Trincão ter ficado no hangar da Portela a reparar a peça do avião que foi substituída. Como é que ninguém deu pela falta dele no embarque?

A jogada do primeiro sofrido é confrangedora pela infantilidade de Quaresma, ao não ter feito falta logo no início da jogada, à saída da área do adversário. Seria falta, dificilmente o árbitro ali mostraria amarelo, mas e se mostrasse? O resultado não foi melhor, deu em golo. Se é para ser assim, que passem o jogo a fazer meínhos junto à baliza, dão-nos cabo dos nervos, mas não sofremos golos infantis.

Diz o Rui que não fomos inferiores e eu digo que não fora a lentidão de processos e poderíamos ter sido ainda melhores do que fomos.

Mais uma vez se viu que Inácio sem uma bengala é meio jogador. Alguém que troque as peças ao Diomande a ver se regressa rapidamente, que a continuar assim quando encontrarmos uns gajos com pouco mais que metro e meio andaremos aos papeis, como hoje.

E como dizia lá atrás, mesmo a passo de caracol podíamos ter trazido pelo menos um empate, faltou-nos alguma ambição e jeito também, não é Pedro Gonçalves?

Este era um dos jogos para pontuar e o Rui entrou com uma equipa "nova" e que me surpreendeu pela positiva, com uma frente de ataque renovada que talvez pela lentidão de processos atrás e por más decisões de Quenda e Catamo quase sempre, pouco acrescentou, já que o jogo dos dois com Ioannidis foi praticamente nulo e este foi o menos mau do tridente, apesar de tudo. Claro que atrás de ambos deveria estar alguém e esse alguém, como já informai acima, ficou em Lisboa a fazer de mecânico de aviões.

A ver se no próximo corre melhor, basta reparar a caixa de velocidades, desligar o complicómetro e denunciar o contrato com a Casa dos Frangos de Moscavide.

O Rui não me ouviu

Avatar do autor Edmundo Gonçalves, 31.08.25

Foi no último jogo que eu chamei a atenção do Rui para o desconserto na defesa, ou desconcerto sei lá eu, que a orquestra andou hoje ainda mais desafinada que antes e as botas dos jogadores andaram trocadas que até doeu e de gaspeas completamente rotas.

Digam-me por favor, como se eu fosse muito tóino, o que levou à contratação daquele rapaz Alisson, que eu ainda não descortinei.

Digam-me por favor, porque é que o Quenda não conta e quando conta entra para o lado errado do campo.

Depois temos uma dupla que hoje esteve ausente em parte incerta, Pote e Trincão, ao contrário de outras ocasiões em que têm feito o seu trabalho com brilhantismo. Imperdoável aquela perdida de Pote completamente isolado. Terá sido o vento nas orelhas que o desiquilibrou, agora que aderiu ao estilo Mangas? Por falar em Mangas, rapaz, não queremos cá fruteiros e muito menos fiteiros, deixa isso p'ra lá que não faz parte do nosso estilo.

Notou-se que nos falta um pinheiro, não o árbitro, mas um gajo que saiba jogar a bola com a e de cabeça na área, que consiga, vá, saltar metade do que salta o nosso sócio 100 mil, mas parece que as prioridades neste mercado foram muito espartanas, no jeito para a função que não no graveto gasto. Alisson, lembram-se? Anda há meses a aquecer o motor. Com tanto aquecimento a frio ainda gripa antes de fazer alguma coisa de jeito.

A bem dizer a equipa não carburou e pode-se dizer que foi por culpa própria, mas eu digo que para além disso foi por culpa do treinador. Eu diria mesmo que o Rui levou uma abada do gajo do Porto, o resto são cantigas.

Atina Rui, que isto, com todo o respeito, não é o Guimarães.