Ruben OUT
Edmundo Gonçalves, 05.01.26
O Mundo está a tornar-se um lugar muito estranho e demasiado perigoso, para que nos preocupemos com minudências como jogos de futebol e vitórias, empates ou derrotas, que não passam de fai-divers no jogo maior que nos condiciona a todos e às nossas vidas.
O despedimento de Amorim, apesar de previsível, teria, pelo menos no nosso país, um destaque à medida da importância que o futebol tem para os portugueses, grande parte deles pelo menos e seria notícia para primeira página e vários programas daqueles em que alguns gajos "falam, falam, falam, mas não dizem nada" em quase todos os canais de "notícias".
Mas como disse no início, o Mundo anda estranho e perigoso e também por isso a minha vinda aqui publicar vai estando no limbo, a vontade de defender coisas supérfluas é cada vez menor, perante a ameaça maior a que nos vão expondo a cada dia que passa.
Registo o despedimento de Amorim não com regozijo, mas com pena, sempre torci por ele desde que saiu do Sporting, vi quase todos os jogos do seu (actual)ex-clube. Aquilo se com o Bruno Fernandes é uma desgraça pegada, sem ele agora afastado por lesão, é confrangedor. Na minha modesta opinião, nenhum dos jogadores do MU tem lugar no onze principal do Sporting (Bruno excluído, claro) e isso diz muito das dificuldades por que passou Amorim neste ano e um mês quer esteve em Manchester.
Desejo-lhe sorte mais uma vez, mas desejo ainda mais sorte à humanidade. A encruzilhada está cheia de bandidos, há que estar à coca e vigilante, para o caso de um dia, quando menos esperarmos, sermos nós a vítima.
Tempos tenebrosos se avizinham e ao lado disso, os desmandos do Mourinho e as bocas do Villas-Boas, são rebuçados de mentol.
Apenas um conselho aos leitores que se importam: Leiam, pensem, procurem informação alternativa. Não esperem pelo VAR, que neste caso chegará sempre tarde demais.
E na medida do possível, um bom ano para todos.
