Cantos camonianos ou talvez não?
José da Xã, 09.11.25
Há muuuuuuuitos anos um tal de Luiz falou duma epopeia em dez cantos. Uma estória fantástica onde em cada canto narra uma epopeia que perdurou até aos dias de hoje.
Ontem na bela ilha de S. Miguel houve também cantos. Uma dúzia para ser mais preciso. Mas de todos os cantos escritos naquele imprestável relvado apenas um ficará para a história.
Aquilo estava a correr mal, estava sim senhor e já se previa um empate que não sendo justo para o Sporting, a verdade é que a equipa não fez muito para contrariar o resultado.
Até que aos 90 mais quatro um tal de Quenda quiçá aparentado ao javanês Jau, conseguiu por arte e engenho ganhar um canto a favor do Sporting.
Façamos aqui uma breve interrupção para dizer o seguinte: um canto é lance normal que pode ser golo se a equipa que defende não se preparar para tal. Portanto…
Foi o Quenda a lançar a bola num centro tenso e com um viking a voar sobres os centrais e de cabeça enfiá-la na baliza contrária.
Um canto que pode tornar-se histórico, como foi o do Quaresma em Alvalade contra o Gil Vicente que também escreveu umas coisas, mas que não foram cantos.
Brincadeira à parte a verdade é que a bola não foi tocada por um jogador vermelhusco, mas o assistente fiou-se no ressalto da bola. Saiu beneficiado o Sporting sim, mas num jogo quantos cantos se marcam e dão golo? Quantos?
Se há benefício para o Sporting no lance há certamente burrice do Santa Clara em não saber defender as suas redes.
Finalmente o Sporting só se pode queixar de si mesmo.
Se Camões estivesse por cá diria:
Anda sempre tão unido o meu tormento comigo que eu mesmo sou meu perigo.
