Póker de ases
Edmundo Gonçalves, 30.11.25

O Rui está-me a sair melhor que a encomenda e a dar-me banhadas a cada semana que passa, demonstrando que consegue colocar o equipa a jogar como o carrossel oito da Feira Popular, numa vertigem doida que o que faz é confundir os adversários e até a nós que assistimos ao jogo. Aquilo às vezes até parece o Joselito no Poço da Morte, tal a velocidade a que os rapazes trocam a bola e os olhos aos adversários, que os faz cair naquela espiral da morte que os deixa de cabeça perdida. E quando menos esperam, lá está ela dentro das redes.
Hoje começou cedo, com um golo que me deu muita satisfação, numa cabeçada com a força de um murro na bola do tal carrossel, de Edu Quaresma, o nosso eterno puto, que se por cá continuar com 40 anos será sempre puto. Mais do que merecido este golo, se acreditarmos em justiça desportiva.
A equipa entrou como tem sido hábito, a toda a velocidade e hoje foram quatro, um poker, e metidos lá dentro por quatro ases, Quaresma, Luis, Fresneda, o tal defesa direito que é de todos os defesas direitos o que melhor ataca e Suárez, mas poderiam ter sido oito, não fora as perdidas por culpa própria ou por culpa de Renan.
Este jogo de tão bom que foi, até nem tem história, daquela de mal-dizer, que é o que inflama alguns sportinguistas (eu confesso que às vezes também gosto de roer os calcanhares ao Rui quando as coisas não correm bem, mas ele sabe que na semana a seguir estou lá na taberna no tinto e nas alheiras, é só fogo-de-vista), mas a maior parte deles quer é divertir-se na Feira Popular e hoje deram por bem empregue o dinheiro da entrada. Tão bem empregue, que à saída era vê-los com os peluches conquistados nas barracas de tiros, que isto hoje mais não foi que um festival de tiro ao boneco.
E por falar em bonecos, para mim hoje o "boneco" com o número da bola, aquele com o carimbo que dá a bola de cautchu, foi o Quenda, com o Trincão a morder-lhe os joanetes. O jovem hoje até defendeu e bem, é obra o que o Rui está a fazer destes jogadores.
Penúltima nota para Morita: Chegou agora à época 25/26, mas vem bem a tempo.
Última nota para o árbitro e a nova regra da carga de ombro que acabou de inventar. Penalti clarinho por marcar a nosso favor, tão evidente que noutros campos daria pelo menos para dois penaltis.
Segue-se o vizinho. Partilho da opinião do Pedro Oliveira, árbitros estrangeiros. Ou sem árbitros, que assim sempre entra o Matheus e enquanto eles discutem se é de matar o gajo ou não, a gente mete-a lá dentro duas ou três vezes.












